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Thursday, August 25th
9:09am

(via oneaprilday)

5,227 notes
O.o

O.o

Sunday, July 11th
10:35pm
há dois anos

Toda canção de amor ainda é sobre você. Todas as comédias românticas e os dramas que falam de relacionamentos e vínculos afetivos. São espelhos de algo que nunca foi, que estagnou na iminência. Todavia, as memórias ainda vivem, escondidas, espreitando, aguardando aquele propício lapso de vulnerabilidade para vir à tona, fazer lembrar. Foi assim a semana toda. Minhas mãos sentem falta das suas. Meus ouvidos tentam se lembrar do tom da sua voz, da expressividade que sempre teve ao atribuir-lhe emoções. Eu ainda sinto o calor da sua pele sobre a minha e anseio por um novo contato. O olho no olho. Os lábios que se procuram à meia-luz. E, embora eu saiba que não há como voltar, que nunca dará certo e que fui eu quem tomou distância, a antecipação ainda me persegue. A possibilidade, a incerteza do que poderia ter sido. Faz dois anos que eu te vi sem máscaras, sem distrações, apenas você. Faz pouco mais de um mês que eu disse que não mais te procuraria, o que não implicava que você fizesse o mesmo, como eu sabia que faria. Talvez eu quisesse provar que eu importava, que todo o tempo investido não foi perdido. Onde você está? O que passa pela sua cabeça? O que você sente? EU ainda permeio seus pensamentos? Acho que nunca vou saber.

Sunday, February 28th
9:35pm

1 note
Aquelas três palavras

Houve um tempo em que três tão temidas palavras se desprendiam de seus lábios com imensa facilidade e vinham gentilmente pousar em meus ouvidos, carregadas pelo vento, como um sussurro proferido a queima roupa. Ali cabiam, naquele momento em que ambos de carinho precisavam, de um sentimento sincero, do outro. Temidas por serem banalizadas por tantos, por serem, muitas vezes, superficiais, atiradas aos pés do outro com menosprezo e a certeza de estar cumprindo uma obrigação que envolve a relação, passado certo tempo.

Conosco foi diferente. Precipitamo-nos. Ansiávamos obter, em resposta, um sorriso. Conhecemo-nos através de nossas palavras; aproximamo-nos devido à semelhança de nossas psiques, nos consolamos.

O contato, o tardio contato, nos foi mágico, inesperado. Era impossível haver tanto em comum, haver, até mesmo, conexão física. A certeza veio da sua respiração acelerada sobre o meu rosto, da ponta do seu nariz tocando o meu e a hesitação. A hesitação que aumentava a expectativa, que fazia o brilho de seus castanhos olhos se intensificarem. A hesitação em colocar pele contra pele, em entrelaçar os dedos e se envolver no momento, mergulhando em um silêncio que somente a nós pertencia.

Entre nós, os pequenos gestos, as individuais marcas de nossas feições forneciam a base para tais três palavras. Três palavras que viraram quatro até desaparecerem, escondidas nas entrelinhas de nossos sentimentos e de nossas mudas conversas.

Friday, February 26th
9:46pm

"Sugar, i know that i dont need you. And so, although i’ll miss you, i’ll go away" (Sugar - Jenny O.)

Wednesday, September 30th
9:15pm

"lay your head down in my arms"

repare na singela beleza desse video, a fotografia e acima de tudo, a relação com a música; uma combinação perfeita.

Tuesday, September 29th
2:37pm
(con)tato [27.09.2009]

Os seus olhos miúdos de cansaço e bebida fitavam-me como se quisessem decifrar o que se passava em meus pensamentos. Os poucos centímetros que nos separavam eram suficientes para nos conter os impulsos que sabíamos ser proibidos. Sua respiração sobre o meu rosto, porém, me tirava o chão. Sua grave e sussurrada voz em meu ouvido a indagar sobre meus devaneios transportava-me a um lugar onde apenas nós (co)existíamos a admirar-nos. A penumbra a fazer sombras nos contornos de sua face e refletindo por alguns breves segundos um brilho único em seus olhos, deixava a cena quase mágica; surreal. Todavia, estávamos a mundos de distância.

Eu, com as minhas inseguranças e vicio de colocar os outros e a felicidade dos outros a frente das minhas próprias. Você e o seu comprometimento, o seu amor não correspondido naquele momento, a perspectiva de um final, da dor, angústia e mágoa, e o desejo de contornar isso tudo atingindo o outro que de longe participava daquele bizarro encontro.

Aquele sentimento não me era novo, estava, porém, apagado há muito de meu ser, enterrado em algum canto obscuro de minha mente por medo; medo de um desfecho como o que ocorrera em anos passados.

Você aproximou-se, desengonçado. Eu, congelei. Apoiou-se em meu braço. Disse-me que lhe dava confiança. Segurou minha mão, entrelaçou seus dedos aos meus, mediu-me com o canto dos olhos. Pôs-se a caminhar, puxando-me. Meu ombro esbarrava no seu, era tudo o que eu precisava: uma renovação, um sentimento verdadeiro, perceber que eu ainda não havia morrido por dentro, que conseguia ainda sentir.

Seus lábios tocaram as costas de minha mão. Um calafrio cruzou-me a espinha de cima a baixo. Tudo o que consegui fazer foi levantar os olhos aos céus, procurando memorizar os detalhes daquele momento. Sorri. Sorri para a cena, sorri para você, que retribuiu lindo e sincero sorriso.

O caminho percorrido em apenas alguns minutos pareceram durar uma eternidade ao seu lado. Caminho, este, em que muito aconteceu.

Despedimo-nos. Um singelo beijo em sua face esquerda e um apertado abraço de apreciação e gratidão a você que me fez lembrar como é bom se permitir ser humano.

Sunday, March 29th
10:37pm

as palavras me faltam; a criatividade não vem.

perdi-me em algum momento; impossibilito-me de me encontrar.

sobrevivendo, então, sigo.

Monday, January 12th
8:45pm

Hoje, depois de muito tempo, parei para pensar sobre nós; se é que algum dia tal pronome serviu para denominar eu e você. Curioso de uma certo modo deturpado é perceber o quão vil o funcionamente da mente de um indivíduo é, após tanto tempo derramar, como em uma enxurrada de sentimentos, a memória daqueles tão preciosos momentos.

Hoje é o tricentésimo sexagésimo quinto dia desde a última vez que te tive, por completo, para mim; do dia em que lhe disse, susurrando ao pé de seu ouvido, o quanto você havia se tornado especial; de observar a sua silhueta à meia-luz e me deter no brilho que sempre tiveram os seus olhos.

Hoje as pontas dos meus dedos ainda formigam ao lembrarem-se do contorno dos seus lábios, e os meus pêlos se eriçam como se os seus braços ainda me envolvessem.

Hoje, diferentemente daquele dia, não sei por onde anda, ou como você está.

Hoje as lágrimas que se desprendem dos meus vermelhos olhos gritam saudade.

Saturday, November 22nd
9:15am
people are fragile things; you should know by now
editors - munich
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